Queda de cabelo: quando procurar um dermatologista e quais os tratamentos?

A queda de cabelo é uma preocupação comum, tanto em homens como em mulheres. Um dermatologista e os tratamentos podem ajudar a que tais eventos deixem de acontecer. Embora perder cabelo faça parte do ciclo natural de crescimento, uma perda excessiva pode indicar um problema que merece atenção médica.

As causas da queda de cabelo são variadas. Por exemplo, podem estar relacionadas com fatores genéticos, alterações hormonais, doenças ou situações de stress. Por isso, identificar a origem do problema é essencial para escolher o tratamento adequado.

Dermatologista vê a queda e cabelo numa mulher

Mas quando devemos procurar ajuda? E quais são os tratamentos disponíveis? Neste artigo, explicamos os principais sinais de alerta, as causas mais frequentes e como um dermatologista pode ajudar a recuperar a saúde capilar.

Queda de cabelo: quando é normal e quando devemos preocupar-nos?

O cabelo passa por diferentes fases de crescimento, repouso e queda. Assim, perder alguns fios diariamente é perfeitamente normal. Em média, uma pessoa pode perder entre 50 e 100 cabelos por dia. No entanto, este valor pode variar de acordo com vários fatores. O problema surge quando a perda aumenta de forma significativa ou quando o cabelo começa a perder densidade.

Existem alguns sinais que merecem atenção:

  1. Queda de cabelo excessiva: perda de uma quantidade de cabelo claramente superior ao habitual.
  2. Diminuição da densidade capilar: cabelo progressivamente mais fino ou com menor volume.
  3. Zonas sem cabelo: aparecimento de áreas arredondadas ou irregulares no couro cabeludo.
  4. Alterações na linha frontal: recuo progressivo da linha do cabelo.
  5. Sintomas no couro cabeludo: comichão, vermelhidão, descamação ou dor associados à queda.

Nem todos estes sinais indicam uma doença grave. Contudo, uma avaliação médica permite perceber a causa e evitar atrasos no diagnóstico.

Quais são as principais causas da queda de cabelo?

Mulher pondera marcar consulta no dermatologista devido à queda de cabelo

A queda de cabelo pode ter várias origens. Algumas provocam uma perda temporária, enquanto outras causam uma redução progressiva da densidade capilar. Conhecer as diferenças ajuda a compreender porque é tão importante obter um diagnóstico antes de iniciar qualquer tratamento.

1. Alopecia androgenética

A alopecia androgenética é uma das causas mais frequentes de perda de cabelo em adultos. Está relacionada com fatores genéticos e com a sensibilidade dos folículos capilares às hormonas androgénicas.

Nos homens, costuma provocar o recuo da linha frontal e a diminuição de cabelo no topo da cabeça. Nas mulheres, manifesta-se frequentemente através de uma redução gradual da densidade capilar, sobretudo na zona central. Embora seja uma condição progressiva, existem tratamentos que podem ajudar a controlar a evolução. Nesse cenário, o melhor será contactar um dermatologista para começar o tratamento o mais breve possível. 

2. Eflúvio telógeno

O eflúvio telógeno caracteriza-se por um aumento da queda de cabelo, geralmente distribuído por todo o couro cabeludo.

Pode surgir após situações como:

  • Períodos de stress físico ou emocional intenso.
  • Doenças acompanhadas de febre.
  • Cirurgias ou outros acontecimentos físicos importantes.
  • Parto e alterações hormonais.
  • Perda de peso significativa.
  • Défices nutricionais, como falta de ferro.

Em muitos casos, a situação melhora após a resolução da causa. Ainda assim, o acompanhamento médico pode ser necessário, sobretudo quando a queda persiste.

3. Alopecia areata

A alopecia areata é uma doença autoimune que afeta os folículos capilares. Geralmente, provoca o aparecimento de zonas arredondadas sem cabelo. No entanto, também pode afetar áreas mais extensas. A evolução varia de pessoa para pessoa. Por isso, o dermatologista deve avaliar a extensão da doença e definir a abordagem mais adequada.

4. Doenças do couro cabeludo

Algumas doenças dermatológicas também podem causar queda de cabelo. Entre os exemplos encontram-se determinadas infeções, doenças inflamatórias e alopecias cicatriciais.

Nestes casos, o diagnóstico precoce é particularmente importante. Algumas destas condições podem provocar danos permanentes nos folículos capilares quando não recebem tratamento adequado.

Quando procurar um dermatologista por queda de cabelo?

Homem visita um dermatologista devido à queda de cabelo

Muitas pessoas procuram soluções apenas quando a perda de cabelo já é evidente. Contudo, não é necessário esperar até aparecerem zonas sem cabelo. Uma consulta de dermatologia é aconselhável quando a queda surge de forma súbita, persiste ou provoca alterações visíveis na densidade capilar.

Além disso, existem situações que justificam uma avaliação mais rápida:

  1. Queda repentina: perda acentuada de cabelo num curto período.
  2. Falhas localizadas: aparecimento de zonas sem cabelo.
  3. Perda progressiva: diminuição contínua da densidade capilar.
  4. Inflamação: vermelhidão, dor, crostas ou outros sintomas no couro cabeludo.
  5. Queda acompanhada de outros sintomas: alterações de saúde que possam indicar uma causa associada.

O dermatologista é o médico especializado no diagnóstico e tratamento das doenças da pele, do cabelo e das unhas. Por sua vez, a tricologia é a área da dermatologia dedicada ao estudo das doenças do cabelo e do couro cabeludo. Uma consulta especializada permite identificar o tipo de queda e avaliar as opções de tratamento disponíveis.

Como é feito o diagnóstico da queda de cabelo?

O diagnóstico começa com uma avaliação clínica detalhada. O dermatologista procura compreender quando começou a queda, como evoluiu e se existem outros sintomas.

Durante a consulta, também pode analisar os antecedentes pessoais, os medicamentos utilizados e possíveis fatores familiares. Consoante a situação, a avaliação pode incluir diferentes etapas.

Observação do cabelo e couro cabeludo

O médico examina a distribuição da perda de cabelo, a densidade capilar e a presença de alterações na pele. Este exame ajuda a identificar padrões característicos de diferentes tipos de alopecia.

Tricoscopia

A tricoscopia permite observar o cabelo e o couro cabeludo com recurso a um equipamento de ampliação. Este exame não invasivo ajuda a identificar alterações dos fios e dos folículos capilares. Além disso, pode apoiar o diagnóstico e o acompanhamento de várias doenças capilares.

Análises e exames complementares

Nem todas as pessoas com queda de cabelo precisam de realizar análises. No entanto, o dermatologista pode solicitar exames quando suspeita de alterações hormonais, défices nutricionais ou outras condições de saúde.

Em situações específicas, também pode ser necessária uma biópsia do couro cabeludo. Assim, o plano de tratamento é definido com base no diagnóstico e não apenas na quantidade de cabelo perdido.

Queda de cabelo: tratamentos dermatológicos disponíveis

O tratamento da queda de cabelo depende da causa identificada, do estado de saúde e das características de cada paciente. Por isso, não existe uma solução única que funcione em todas as situações. O objetivo pode passar por reduzir a perda, controlar uma doença associada ou estimular o crescimento capilar, quando isso é possível.

1. Tratamentos médicos

O dermatologista pode recomendar medicamentos específicos para determinados tipos de alopecia.

Entre as opções utilizadas encontram-se:

  • Minoxidil: pode ajudar a reduzir a queda e estimular o crescimento capilar em determinadas situações.
  • Finasterida: utilizada em casos selecionados de alopecia androgenética, sobretudo masculina, mediante avaliação médica.
  • Tratamentos anti-inflamatórios: indicados para algumas doenças inflamatórias ou autoimunes do couro cabeludo.
  • Outras terapêuticas: escolhidas de acordo com o diagnóstico e as necessidades individuais.

Estes tratamentos podem apresentar contraindicações e efeitos secundários. Por isso, devem ser utilizados com orientação médica. Além disso, os resultados são graduais e podem exigir vários meses de acompanhamento.

2. Tratamento das causas associadas

Em alguns casos, o melhor tratamento consiste em corrigir o problema responsável pela queda. Por exemplo, o médico pode identificar uma deficiência nutricional, uma alteração hormonal ou uma doença do couro cabeludo.

No entanto, tomar suplementos sem identificar uma carência não garante qualquer benefício. A suplementação deve responder a uma necessidade concreta.

3. Terapêuticas regenerativas

As terapêuticas regenerativas, incluindo procedimentos com plasma rico em plaquetas (PRP), têm sido estudadas como opções complementares para determinados tipos de queda de cabelo.

Contudo, os resultados podem variar. A evidência científica também apresenta limitações, nomeadamente pela diversidade dos protocolos utilizados. Por esse motivo, a indicação destas técnicas exige uma avaliação individual e uma explicação clara dos benefícios e limitações.

4. Acompanhamento dermatológico

O acompanhamento permite avaliar a resposta ao tratamento e identificar possíveis alterações na evolução da alopecia. Além disso, o médico pode ajustar a abordagem quando necessário. É importante compreender que alguns tratamentos precisam de utilização prolongada para manter os resultados.

É possível recuperar o cabelo perdido?

A recuperação depende sobretudo da causa da queda e do estado dos folículos capilares. Por exemplo, algumas situações de eflúvio telógeno são temporárias e podem melhorar após a resolução do fator responsável.

Já na alopecia androgenética, o tratamento procura geralmente controlar a progressão e preservar a densidade capilar. Por outro lado, determinadas alopecias cicatriciais podem provocar perda permanente de cabelo. Assim, o diagnóstico precoce pode fazer a diferença, especialmente nas doenças em que a inflamação causa danos irreversíveis.

Consulta de tricologia na Madeira: acompanhamento especializado

O Instituto Dermatológico da Madeira, localizado no Funchal, dispõe de acompanhamento médico especializado em doenças do cabelo e do couro cabeludo, Entre os seus profissionais encontra-se a Prof.ª Dr.ª Rubina Alves, médica especialista em Dermatologia e Venereologia, com um percurso clínico, académico e científico dedicado à tricologia.

A especialista realizou um doutoramento em Tricologia na Universitat Internacional de Catalunya, em Barcelona. Além disso, é autora de publicações científicas sobre alopecia androgenética e plasma rico em plaquetas.

Entre 2023 e 2025, desempenhou funções de coordenação e presidência do Grupo Português de Tricologia e Onicologia da Sociedade Portuguesa de Dermatologia e Venereologia. A sua experiência abrange diferentes doenças capilares, incluindo alopecia androgenética, alopecia areata e outras alterações do couro cabeludo.

No Instituto Dermatológico da Madeira, a avaliação procura identificar a origem da queda e orientar cada paciente para uma abordagem adequada à sua situação.

Para quem procura uma consulta de tricologia na Madeira, o acompanhamento por um dermatologista com experiência nesta área permite obter um diagnóstico individualizado e esclarecer as opções de tratamento.

Como cuidar do cabelo e reduzir os fatores de risco?

Nem todas as formas de queda de cabelo podem ser evitadas. Ainda assim, alguns hábitos ajudam a proteger o cabelo e o couro cabeludo.

Entre os principais cuidados encontram-se:

  1. Manter uma alimentação equilibrada: garantir um aporte adequado de proteínas, vitaminas e minerais.
  2. Evitar penteados muito apertados: a tração repetida pode danificar os folículos capilares.
  3. Reduzir agressões ao cabelo: utilizar produtos e procedimentos adequados às características dos fios.
  4. Evitar a automedicação: não iniciar medicamentos ou suplementos sem aconselhamento profissional.
  5. Valorizar alterações persistentes: procurar uma avaliação médica quando a queda aumenta ou surgem falhas no cabelo.

Estes cuidados podem contribuir para a saúde capilar. Contudo, não substituem o tratamento médico quando existe uma doença responsável pela queda.

Perguntas frequentes sobre queda de cabelo

A queda de cabelo tem cura?

Depende da causa. Algumas situações são temporárias e o cabelo pode voltar a crescer. Outras exigem tratamento contínuo para controlar a evolução da perda.

Qual é o melhor tratamento para a queda de cabelo?

Não existe um tratamento universal. A escolha depende do tipo de alopecia, do diagnóstico e das características de cada paciente.

O stress pode provocar queda de cabelo?

Sim. Situações de stress intenso podem contribuir para o eflúvio telógeno. No entanto, é importante excluir outras causas quando a queda é persistente.

Qual é a diferença entre dermatologia e tricologia?

A dermatologia é a especialidade médica que trata doenças da pele, cabelo e unhas. A tricologia concentra-se no estudo e acompanhamento dos problemas do cabelo e do couro cabeludo.

Quando começam a surgir resultados do tratamento?

O tempo varia conforme a causa e o tratamento. Algumas abordagens exigem vários meses até apresentarem resultados visíveis. Por isso, o acompanhamento regular é importante.

Queda de cabelo: a importância de um diagnóstico precoce

A queda de cabelo pode ter diferentes causas e nem sempre indica uma doença permanente. Contudo, quando a perda é excessiva, persistente ou acompanhada de alterações no couro cabeludo, é importante procurar aconselhamento médico. Um diagnóstico adequado permite identificar o problema e avaliar as opções de tratamento com maior segurança.

No Instituto Dermatológico da Madeira, no Funchal, pode obter acompanhamento especializado em dermatologia e tricologia.

Se tem notado alterações na densidade capilar ou uma queda de cabelo acima do habitual, contacte o Instituto e informe-se sobre a possibilidade de agendar uma consulta de dermatologia.

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